under the darkness

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Enquanto você se sentada, fiquei a observar cada movimento brusco vindo de toda sua improgressividade. Seus olhos estavam confusos, mal sabiam se fixavam para suas mãos banidas por insegurança ou, se olhavam para o que estava a seu redor. Até então, você me ofuscou com um gesto inepto, como se meu jogo de persuadir sua atenção fosse claramente uma tentativa imprecisa. Você nem ao menos redirecionava o olhar, tomando apressadamente um café expresso, sem sequer se preocupar em acrescentar o adoçante. Fiquei em dúvida do que passava pela sua cabeça, fiquei em dúvida do que me estava sucedendo. Subitamente, você se levantou e caminhou com um par de pernas perfeitamente desenhadas até á jukebox. Meu maior desejo naquele momento, era que eu pudesse ir em conjunto da minha altivez e executar um convite formal, na proposta de receber um sim como resposta. Mas eu ainda não havia um relato preparativo para fazer sobre você. Então a música tocou e comecei a interagir com a sua perspectiva.

Meu Deus! Como aquela música casava com seus olhos. Perdidos, porém ilustrados. E então, eles se esconderam debaixo de uma porcentagem negra. Os tais óculos escuros, o que dificultou toda minha transcrição. Indiferente do que me perguntava, fiquei ainda mais encoberto de ambição, de que estou frente á uma análise, de que estou louco de anuência. Estou louco sem improvisação.

E aquilo me friccionava. Estava disposto a despolarizar meus regimes afim de ir junto a você. E isso foi possível. Tomei comigo meus pertences e sentei-me a sua mesa. Pensei em primeira mão que iria hesitar. Mas o fato de você aceitar minha presença, ah, isso foi… sem previstos. Seus olhos voltaram a se radiar como sempre logo que retirou os óculos esculpido pela geometria circular, na recepção de conversar comigo. As borboletas no estômago, começaram a saltar de alegria. Não obstante, essa sensação foi minimizando. Como se tudo estivesse no fim. No fim de acabar com aquilo que começara.

IMG_6241.JPGA leitura de seus olhos, eram perspicazes de dúvidas. Por que estaria só ás duas da tarde num bar da esquina? Por que me aceitaria como sua companhia sem dizer alguma palavra? Por que usava os óculos para se esconder da realidade? Por que não tomei coragem para conhecê-la de perto? Por que não fiz nada do que imaginei? Por que imaginei não fazer nada daquilo que previ? Quem é essa garota de que tanto amei?  E por que ainda estou na mesa do bar? Até onde iria minha vida com toda essa ficção?

history & photos| by jak

Todas as festas felizes demais

-Farás boa figura se não aparentares ser mais do que és-

sALUt, friday is ours, baby!!

Issa! Passei horas tentando esclarecer um tema para estabilizar nesse post. E me veio á cabeça, por que não falar de um livro? Afinal, valeu muito a pena descontrair meu tempo com essa leitura agradável.

Primeiramente, vamos ao esclarecimento de como encontrei essa belezura. Estava eu numa papelaria, procurando não me lembro o quê (acho que uns pincéis de pintura), e me deparei com uma estante num corredor escondido, com um pouco de poeira vigente. Avistei uma batelada de livros mas um ainda estava plastificado e isso chamou minha atenção. Foi aí que nos acometemos a selar um compromisso. Num sopro de $5 estava com ele em minhas mãos. E realmente valeu cada centavo.   –nossa, que história emocionante jak, rs.

Contido por seus 34 contos em 95 páginas, Fabio Danesi Rossi, constrói uma visão única e irônica que surpreende cada história em cada finalização. O livro foi lançado em 2004, porém, sua linguagem tem um selo do contemporâneo que, legitimamente acaba com qualquer tédio, independente da ocasião em qual lê-lo. Sarcasmo, humor e reflexão, essa é sua marca, essa é sua verdadeira abstração.

20161202_184429.jpgSem sombra de dúvida, a gente acaba se identificando com alguns pontos pessoais. Exageros, o tempo, amores, realidade… há quem não se aproprie em ler contos escritos individualmente com um contexto focalizado. Mas, certamente não é o caso desse livro, acredite. Sinto o ensejo enorme em lê-lo novamente. –hey, um tempinho para ler um livro é sempre bom.

Dando um Google por aí, vi que não é um livro popular, ou seja, quase ninguém sabe que ele existe. Se você ficou interessado(a), estou disposta a emprestá-lo, viu. 😉

Eu me amo. O diabo é que não sou correspondido“- Rossi, Fabio Danesi.

até breve, xx

jak

Tag: Vamos responder

Salut,

Encontrei essa tag enquanto estava lendo alguns sites de vinho (vê se pode), quais os clássicos, a diferença do suave e seco. O interessante é que não sei se vou saber responder todas as perguntas porque essa é previamente a primeira tag, algo que pra mim é um tipo de entrevista curta sobre tal aspecto. Vamos lá!

  1. Nunca li: O teorema Katherine por falta de curiosidade sobre o livro.
  2. Não sinto vontade de ler: Cinquenta Tons de cinzas, além do filme que não me convenceu.
  3. Todo mundo gosta menos eu:  Divergente, nunca li e não tenho nenhum interesse.
  4. Ninguém lê, mas eu gosto: Edgar Allan Poe é para mim o melhor escritor gótico.
  5. Tenho vontade de concluir:  Os adoráveis, emprestei e sinto que é uma história fantástica.
  6. Tenho curiosidade em ler:  Star Wars a ficção é show, mas tem que ter suma paciência para ler a coleção. E a coleção de Jogos Vorazes.
  7. Leria de novo: A maldição da coruja, o mistério entre o circuito da história é angustiante.

Indicação de @jkmonde para os blogs:

Gustavo Roubert

Camila França

Da Janela do meu ônibus

Books and Tea

e + quem estiver a vontade.

No geral, a experiência até que foi boa… É, ficou legal 💻✌

jak

Senão amar

É desde a primeira vista que recordo

de seus olhos brilhantes seguidos dos meus

que se afirmavam alterados.

Eu senti um arrepio invadindo meus calouros braços,

que apoiaram em confinar em seu merecimento.

Mal sabia que aquela figura seria minha eterna paixão

radicada de todo meu presente e fiel coração, que

entreguei subjetivamente ao homem que me fez

enxergar a mágica por trás das medidas ocultas.

Eu não sei se a saudade interfere nessas lembranças,

portanto meu espírito embalou de tal forma,

que a cada segundo, era uma dádiva incandescente

ao transmitir minha confiança liberada no meu propósito amoroso,

de que eu estava loucamente aquecida pela nossa paixão.

Eu viverei por sua memória, por nada deixar abalar

nosso pequeno orifício, criados por pessoas

que se amarão eternamente.


Obs* Não vale chorar 🚢😿

Para todas as pessoas que perderam o verdadeiro amor em suas vidas, e para aquelas que estão amando. 

j

Coluna da leitura

SALUT, aqui em SP o clima está incrivelmente maluco, um dia está ensolarado, o outro em assunção de tempestade, e quase todos os dias com garoa em plena manhã, o que é algo preguiçoso de tentar sair na cama com compulsão de ficar tipo assim, :D, mas tudo bem!

Têm algumas maneiras de conhecer um livro totalmente novo, daquele que você lê e se apaixona. Continue lendo “Coluna da leitura”

Silêncios inofensíveis

ELE:

ELA:

-Porque ainda está me olhando?

-Procurando um motivo por você me fazer insensível.

-Eu te fiz algo que não te convenceu?

-Você surgiu sob a intacta imagem inexplorada em meu caminho, e cá você esteve em mim!

-Você teve sua chance, lembra, quando eu insinuei te pedir algo mais…

-Só amizade, eu lembro exatamente.

-Pois é, a fila anda, e não adianta descontar em mim!

-Não é o caso, é que ainda me sinto tola por driblar nesse compasso.

-Sinto muito, sua chance já era!

-Calado, ainda estou pensando…

-Pensar no que? Na burrice que você não tomou providência.

-Não, por me deixar ser fútil a esse nível, de me deixar levar por pequenas ilustrações.

-Pequenas demais, que hoje estão sendo valorizadas, não?

-Não, estão sendo avaliadas do quanto ficamos em silêncio quando por entre nós haveria uma conexão vagando…

-Até onde quer chegar com isso? Já passou, a felicidade dura pouco para pessoas que simplesmente adormecem.

-Quero chegar nas cenas, mais que mensuravelmente limitadas em que eu pausava o resultado.

-Uma pergunta tosca, você por acaso me ama?

-Não, amava, e ainda sim, quero perceber que esse amor passou, mesmo desaparecido em complicadas emoções.

-POIS eu te amava, absolutamente, amarguradamente, aproximadamente.

-E do que adianta, nós dermos essa continuidade se nosso amor transfere-se no passado.

-É que algumas escolhas foram colocadas em nossos caminhos, e que me fizeram bem, e a você?

-Vai tudo bem! Mas o que eu queria dizer, é a brava oportunidade de me deixar amar, sem o perdão.

-Obrigada nada. Nós podíamos muito bem esconder a vergonha.

-Então aqui vai…eu ainda te amo, mas não suporto sua companhia presente.

-Eu também te amava, quando você pertencia ao passado e não ao estado que se parece uma ameaça em gente.

-Foi mal. Arrependimentos são fáceis, quando despreza-se o futuro.

-Eu também sinto muito por você, as escolhas foram suas, as fornadas foram nossas, mas nossa vida continua.

🙍💛


JkMonde

Bye

x~x

Planos Inerentes cap. 2

Eu já cheguei surtar com as discussões que a professora Lopes têm com a minha nobre inconsciência de que cada um têm que cuidar da sua vida, e fica pouco claro pra mim vindo de uma professorinha de química.  A professora de filosofia me aconselha menos, entretanto, conselhos são uma coordenação para pessoas que possuem distinções psicológicas a que não me vejo sendo criticada por esse motivo.

Vendo meus amigos no refeitório, o Billy um cara fortão da turma de basquete, têm um segredo guardado comigo desde que peguei ele no fraga, beijando Donald Russel, o capitão do vôlei masculino, o que foi algo muito esquisito, mas não reagi, e foi assim que ganhei a confiança dele. Foi chocante, mas promessa é dívida.

Ronami me viu e eu pude ver ela com ressonância ao notar que havia cheirado cocaína, eu queria contar a ela antes, mas esse tipo de droga me ajuda amenizar os meus casos com problemas. E nem minha mãe sabe disso. Espero que ela fique calada.

-Não é nada, é uma base líquida que não absorve nunca. Ahaha -dou risada para disfarçar os olhares. -Mas fala Paul , não te vejo tão galã desde que mijava na cama.

-Muito engraçado Lynch, e como conseguiu essa cara de nóia, andou cheirando certas coisas, não? -pergunta ele, com a mão no queixo.

-Ela já falou que é base, você é surdo?! -Konami me defendeu, mesmo sabendo que era tudo mentira.

Conheci Ronami quando eu fui comprar sorvete no caminhão que passava em uma avenida cheia de criança. Eu sempre fui estranha, meu cabelo era enrolado, minha pele branca como leite, e boca torta (continuo sendo). Hoje mudei meu visual (cabelo de ervilha, estilo rock star e palavrões a toda hora) e me convenci que se você não se convencer de si mesma, nenhuma pessoa fica responsável por te admirar sempre. …Eu comprei de baunilha e ela de chocolate, porém ela perdeu cinquenta dos 2,50 para completar a compra. Primeiro comprei o meu, e sobrou 3,00. Logo ver que a doce angústia em seus olhos, dei a ela o que precisava, fora que consegui comprar mais um em seguida. Eu tinha 12 anos na época e Konami tinha 10, embora fosse sempre grandona como hoje em dia.

Ao ver o clima esquentando, sai da mesa e joguei uma desculpa:

-Galera, vou no banheiro, a gente se encontra na aula de arte (minha preferida).

-Okay! -disse eles.

-Acho bom ter uma explicação para tudo isso! -exclamou Konami, quando puxou meu braço esquerdo.

Fui diretamente onde mais precisava, no jardim da escola respirar ar puro. Algumas patricinhas da do terceiro colegial, sentaram ao meu lado na grama, e começaram uma série de entrevistas:

-Oi, você é do segundo ano, sim?

-Porque?

-Gostaríamos de propor uma estratégia e se não for muito quero sua opinião. -respondeu a líder do clã de pantera cor de rosa.

-Sério? O que te fez pensar que vir até mim, já seríamos amigas? -ergui a sobrancelha direita.

Uma delas pegou algo no bolso da calça.

-O que é isso? -disse-lhes.

-Um formulário para participar do balé com a gente no domingo, o que acha? -sorriu borrosamente pra mim.

-Tenho compromisso.

-Sabemos que é boa bailarina, sua roqueira de merda, e queremos desfrutar disso para nossa competição, ou do contrário, contamos ao diretor sobre as drogas que anda consumindo. -ameaço-me com as unhas esfregando no polegar.

Tentei pensar em outra coisa além de esculpir um roxão no rosto dela, mas minha imagem estava comprometida então eu aceitei balançando a cabeça.

-Ótimo, nos vemos até lá! -confirmou elas saindo com seus scarpins preto.

Não havia um compromisso algum, exceto o aniversário na minha mãe que eu poderia justificar, mas o pior é enfrentar minha melhor amiga que não suporta o jeito desse grupo de meninas, além do fato, que já tramaram com ela e isso não foi lá agradável.

Personagem: Lynch

continua…


Bye

x~x

JkMonde

Planos Inerentes cap.1

O outono já estava terminando e eu ainda não tinha nenhum namorado, de certo que meu melhor amigo Hugh me deixa excitava de vez em quando, mas ele é meu amigo e não quero quebrar esse lance que eu e ele temos. Lynch por outro lado, sempre me impulsiona a ser uma garota de decotes, coisa que segundo ela atrai os meninos. Sinceramente, meus peitos não são público alvo e quero mais que ela se dane com sua opinião.

Você pode estar pensando que Lynch e eu, temos um laço antipático de amigas porém, é o nosso jeito de tratar uma a outra. No Twitter, nós deixamos em negrito as palavras FUCK YOU e em seguida o nosso nome quando estamos juntas, Poulets que significa galinhas em francês. Claro, eu até acho vulgar nos chamarmos de galinha, é estrondoso. Mas quando atitude como essa são legenda de uma foto com duas garotas com as tetas de fora, aí, sem discurso.

Minha vó, talvez já pensou em desistir de cuidar de sua neta de 16 anos, mas estou pouco me lixando, afinal já sou órfã desde que minha mãe se separou de meu pai, até que ele não aceitou e Pow …se matou.

Trágica história, mas não acredito que isso tenha afetado no meu comportamento, porque convivo com pessoas super criativas e divertidas. Lynch, Hugh e o Galo, são meu grupo de pânico, é só deparar conosco que fazemos a festa, mas creio que outros alunos da escola adorem meu jeito rebelde e isso é muito bom.

Enquanto eu me encontro comendo um lanche e conversando com Paul, meu caro primo do colégio, Lynch aparece com seus cabelos novamente pintados de verde, mastigando de boca aberta, olhando fixamente para meu sanduíche de peru.

-Eaê! Qual é a boa Paul? -fala ela, quando se senta ao meu lado no banco, pegando meu pão brutalmente sem perguntar.

-Hey!! Quem deixou sua vaca? Me conta, o gato que está conversando com o professor, têm dona?

-Sossega a ppk, girl! Ele têm dona sim, por acaso sou eu. -revela Lynch, com as mãos sob sua franja.

Lynch pisca para o Billy, o tal bonitão que todas garotas desejam.

-Você que deveria sossegar, aliás, seu nariz está branqueado! O que andou fazendo??

Quando vi minha melhor amiga com suspeita de cheirar uma, me assustei, todo mundo fica surpreso quando o assunto é droga na escola, entretanto Lynch nunca ligou para essas normas, mesmo estando na casa dos dezoito anos. Espero que ela tenha uma explicação para isso, e outra, Paul é testemunho entre nós pois têm a maior fama de fofoqueiro da escola, quero o bem dela, e dessas coisas a gente trata com cuidado, portanto, despistar as evidências, só com sarcasmo perto do meu primo deslavado.

Personagem: Ronami


continua… 

Bye