ESPERANÇA

ouça junto - Cartola: As rosas não falam

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Esperança
Espera. 
Desesperadamente. 
Nela. 
A esperança. 
Esperança é acordar na igualdade e ver o azul em diferentes tons de alegria.
Esperança é chorar o erro e virar as páginas pré possante de agonia.
Esperança. Se por assim dito, ainda há, ou será de estar em algum foguete?
Foi-se pro espaço, num terreno bem abaixo de um lugar domado por uma rede.
Rede fisgada, pela serpente depravada, alimentada pelo medo.
Embora seja revistada, em todas as ordenadas, a parcela imprementada de um segredo. 
Esperança. É ser a verdade e uma leve coragem no colo do desatino.  
Esperança. É visar a entrada e estatelar os olhos ao indigesto pulsar do repentino.
Da fé se têm... confiança.
Da cor se rega... a lembrança. 
Da vida se espera... 
Espera. 
Desesperadamente.
Nela.
O vinhedo da perseverança.  
—
photo/text jak

PENSO, LOGO EXISTO

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photo by jak

play – open your eyes 

Por horas, vivi da metade. Por segundos, vivi a clemência. Sem ciência. Vivi. E do melhor de mim, guardei a decência. Menti. Mesmo sem aquém direcionar. E senti, o peso de não saber onde estar. Sou a fração do desespero que se repele. O refúgio das repaginadas do agora. Um emprego frêmito das contradições; sou a falta das ações que foi-se embora. O corpo e suas algemas cépticas. A alma e sua validez incrédula. Os dois, sem natureza eterna. A mentira, a geografia interna. Discursei-me ao plano perito do cavalgar. Certa vez que isso me fez bem, caí e não me pus á levantar. Ainda que insista e resista entre as contingências do que acredito, sei e nada sei de que exista um paraíso. Onde meu corpo debilitado de fúria, toque a euforia do repousar. Nem que de perto ou de longe, eu consista á duvidar. Já que em toda minha vida, no silêncio sem contrapartida, fiz de mim um objetivo irremovível. Fui a parte e o todo. A sensibilidade e o nervoso. Um circuito meramente…

c  o  m  p  r  e  e  n  s  í  v  e  l.

bom dia | jak

Loucura imperial

Em tão tão distante,

os rivais e detentos se

encontram rente a violação,

desacreditando nos venenos

e apurando com a concentração.

Do nada, cada a pouco

são distribuídos igualmente

mas nenhum estão satisfeitos,

alguém tem que quebrar a rede.

Mesmo próprio e deslindo,

a emancipação tem sede

do que pertence aos outros

e aos que roubam da gente.


Bye

x~x

JkMonde